5 de dez de 2014

Ida

Era uma vez,
Uma vez que era,
Dois corpos em uma semisfera
E um deles de tamanha altivez.

Era uma vez,
Uma vez que já nem era,
Um dos corpos sofrendo à espera
Enquanto o outro sorria, por sua vez.

Foi-se uma vez,
O que de vez já nem queria mais,
A cabeça entregou ao capataz
E a alma se prendia com rigidez.

Pensou, então, talvez,
-E se eu tivesse deixado no meu peito aquela clava?
Ou se ao menos não ligasse que nem se importava?
Quem sabe assim 
Teria alguma parte de mim,
Que louco por ti distava.

E talvez então,
Só assim ainda haveria
O que tanto insistiu um dia,
Por loucura da paixão.

-Josyallenn Tavares

Share: