29 de mai de 2016

LAGRIMANJO

Vão as palavras como faca,
Vem a dor que me traga.
Trago a dor do que me falas
Sentir a mesma que me mata.

Se és um anjo, como pode ferir?
Se sois então um ser de amor,
Por que motivo me causas dor?
Anjo meu, encantador...

Se meu coração agora falasse,
E dissesse a dor que ele sente;
Se nenhuma lágrima rolasse...
Mas não acaba, infelizmente.

Anjo meu, anjo teu,
Queria eu não te pedir tal proeza,
Mas por favor, vê se voas mais alto,
Porque voar aqui em baixo
Me trouxe total tristeza.
-Josyallenn Tavares
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15 de abr de 2016

SEMANA EM LABUTA

Ela me toma
Como um saboroso copo com água.
Me mastiga
Como quem morde o chiclete.
Me aperta
Como uma espinha infame atrás da orelha.
Me bate
Como um pai enfurecido...
Amassa!
Rasga!
Destrói!
Estilhaça!
Cospe!
Suga!
Suga... suga...
A semana acabou.
Estou sem energias...
Sem forças...

Bendita vida desgraçada!

-Josyallenn Tavares

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SONETO DE DESPEDIDA

Não vá me esquecer,
Me denegrir, expulsar de você.
Não vá me quebrar,
Partir, destroçar...
Não vá gritar,
Chorar, espernear.
Não chorarei,
Nem ao menos me cortar;
Não morrerei.
Vou tentar aguentar...
Vou guardar os segredos,
Seus desejos e medos.
Vou ficar,
Não vou mudar.
(Espero que você também não).
Vou me divertir, sair.
Você vai brincar, curtir,
Mas não vá esquecer de mim;
Eu não vou.
Quando percebermos,
O tempo passou, tudo se apagou,
O vento levou
Da mesma forma como ficou,
Ali, onde o amor um dia morou.

-Josyallenn Tavares

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