15 de jan de 2015

Morte à Ti

Ontem tive um sonho,
Foi até difícil de acreditar.
As coisas criaram vida,
E eu tentando me levantar.

Meu corpo já nem senti
Quando acordei alta madrugada,
Minha mente já nem pensava.
Era o coração no peito, que parava.

O passado se tornou meu medo
O futuro se tornou minha consequência,
Minhas palavras, inocência,
Meu presente inexistência.

Não sabia pra onde correr
Só queria te encontrar
Mas logo encontro o indivíduo
Que à força, insistiu em te levar.

Seu traje era preto musgo,
Sua feição era de dar medo,
Então do fundo da escuridão
Surgiu uma voz, e dizia: Alfredo...

Já depois voltava o silêncio,
E eu não sabia o que fazer
Se corria e pedia ajuda,
Ou se morreria eu e você.

Outras palavras surgiam da escuridão,
E meu peito já se acalmava.
Eu senti mais decidido
E minha mão já não suava.

O ódio era tanto
Que nem sei como entrei ali,
Saí correndo e fechei os olhos
Só pensei em salvar a ti.

Logo mais abri os olhos
E toda a escuridão se fez em luz,
Você estava à minha frente,
Com aquele olhar que me seduz.

Com seu sorriso no canto da boca
Foi aproximando-se à mim.
Mas então o meu semblante baixou,
Quando descobri que eu morri.

Ontem eu tive um sonho,
Monstros, heróis e vilão;
Talvez tenha sido um pesadelo,
Porém, sim, talvez não.

-Josyallenn Tavares

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