6 de mar de 2014

Violeta

No silencio da masmorra
Eis que se perdeu um grito meu.
Num bar qualquer ao som de um piano
Ouço baixinho ser pronunciado o teu nome,
Ouço... mas ele logo some.

O deserto das ruas noturnas
Molhadas pela água da chuva,
Com apenas as luzes de postes como amigas.
Sinto a tua falta, oh querida minha.

Poderia deitar em qualquer desses bancos de praça
E esperar paciente a morte vir me acordar,
Ou o guarda vir me apanhar.

Poderia deitar em teus braços e dormir,
Poderia tentar sentir teu cheiro, sem me iludir.
Poderia apenas sorrir, por você estar aqui,
Poderia fingir minha morte para ver se preocupas à ti.

Lembro daquela noite como hoje
Que nossos olhares dançaram como rosas no jardim.
As nossas mãos se tocaram, e sem querer
Meu coração palpitou fortemente, sem fim.

E naquele abraço, senti o teu pulsar junto ao meu
Então fechei os olhos lentamente
Tentando aproveitar aquele momento como único
Tentando não chorar por te amar perdidamente.
-Josyallenn Tavares

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2 de mar de 2014

Mãos

Oh, quão terna e tão bela
São nossas mão entrelaçadas,
O contraste caramelado
E os dedos afinados,
Em uma só sinfonia inacabada.

Trocas de perfumes,
Odores inesquecíveis.
Dor momentânea repelida,
Sorrisos com palavras destorcidas,
Abraços com saudades invisíveis.

Toque que palpita o coração
Voz que acalma sem hesitação,
Ar que respira sem se ver
Beijo que se sente sem saber,
Lembranças que se tem sem querer.

Como um refluxo de dentro para fora,
Como o suave brilho da aurora.
Como o espinho do ouriço que fura,
Como o teu sorriso que me tortura.
Assim são nossas mão,
No mais entorpecer de toque da loucura.
-Josyallenn Tavares
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