2 de mar de 2014

Mãos

Oh, quão terna e tão bela
São nossas mão entrelaçadas,
O contraste caramelado
E os dedos afinados,
Em uma só sinfonia inacabada.

Trocas de perfumes,
Odores inesquecíveis.
Dor momentânea repelida,
Sorrisos com palavras destorcidas,
Abraços com saudades invisíveis.

Toque que palpita o coração
Voz que acalma sem hesitação,
Ar que respira sem se ver
Beijo que se sente sem saber,
Lembranças que se tem sem querer.

Como um refluxo de dentro para fora,
Como o suave brilho da aurora.
Como o espinho do ouriço que fura,
Como o teu sorriso que me tortura.
Assim são nossas mão,
No mais entorpecer de toque da loucura.
-Josyallenn Tavares
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