25 de nov de 2013

Delírio Profundo

O som estridente do telefone
Me faz acordar pela manhã.
Me fazendo entrar em um delírio profundo,
Me pego ouvindo passos,
O som que as colheres fazem
Enquanto são lavadas pelas mãos de minha mãe,
A voz me chamando, insistindo;
Minha cachorra me lambendo na ponta da cama (latindo)...
O som insiste em soar,
Então me desperto de vez
Levanto, tento ficar em pé
Me arrumo, tomo café
No fim percebi...
Nunca houve um telefone
Nem passos, nem colheres
Nem mãe, nem voz...
Nem mesmo o pobre animal
Audaz, feroz
Que tentava me dizer:
-Acorde, amanheceu... 
se valorize, pois ninguém valoriza você.

Josyallenn Tavares

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