15 de jan de 2013

Velho Corpo, Recente Lembrança


Oh, Pai de todos os corpos
Oh, meu deleito de prantos,
Minha doce paixão coagulada
Minha exaustão inacabada
(...)
Oh, noites de primavera
Voltar aos gracejos seus, quem dera,
Abracar-te ao meu corpo nú
Correr ao mais infinito sul,
Desbravar a espada, que em teu peito crava
Como que sem querer, não disse-se nada.
De repente te encontro em uma esquina qualquer
Te peço para entrar, ofereco-te uma xícara de café
Olho em teus olhos, 
E as folhas se espalham em minha frente
A Mente roda novamente
A boca séde o que a tua mente pede,
O Coração pulsa, e a dor no peito já nem se mede...
(...)
As cores na tela da vida agora são preto e branco
O meu corpo já não me responde
As minhas palavras lentamente, se escondem
Por entre ruas e avenidas
No qual nunca mais se ouviu chamar o seu nome.

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