30 de jan de 2013

Corpo de Afrodite


Oh, quão bela és...
Oh, quão doce, quão terna.
Queria em plenas tardes
Poder deitar em teus braços,
Adormercer em seus olhares
Me saciar dos lábios teus,
Deitar sobre teu corpo suave,
Abraçar-te como um irmão,
Com ternura te contar
Os mais profundos desejos,
Os mais misteriosos segredos,
O que tenho e nunca te mostrei,
O que sinto, mas nunca demonstrei...
Não sei se é tristeza em mim,
Não sei se é loucura,
Mas só de te ver distante,
Quando poderia estar ao meu lado,
O coração cujo foi forjado pelos deuses
Se destrói, se corrói...
E logo se reconstrói
Quando teus olhos decidem mirar aos meus
Quando tua boca decide falar com a minha,
Quando seu corpo se ajunta ao meu
Em um sinal belo de amizade,
Mas quem dera fosse mais além disso,
Mas não podemos, creio que até não devemos,
Eu estou tão distante de ti,
E você tão desligada de mim,
Creio que em versos de Afrodite
Eu não possa te roubar pra mim,
Mas espero do teu entendimento, um sim.

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